segunda-feira, 1 de maio de 2017

Vida adulta: O desejo de ser tutelado e o autoengano.

O século XXI, trouxe o avanço tecnológico, a rapidez da informação e a implantação da Globalização. Com tais avanços novas profissões emergiram no cenário econômico, tais como: o coach, professional stylist, conselheiros amorosos, dentre outras.



Ter tal profissional ao seu lado, é sinônimo de status social. É característica de poder, pertencer a um grupo seleto da sociedade, onde se está por dentro da moda, das últimas novidades, afinal com o avanço da Informação não dá para ser o último a ficar por dentro do assunto e ser igual a todos né?

A população não se dá conta que não toma mais suas próprias decisões. A grosso modo, a sedução de tais serviços, está em fazer com o sujeito pense que ele tem controle de si, ao saber a hora certa de solicitar um mentoring ou um serviço supracitado. Porém ao fazer com que o outro tome as suas decisões, ele transfere sua responsabilidade para o outro.

O desejo da sociedade atual é de ser tutelado, assim como foi tutelado pelos pais na infância. Na era do transitório e do descartável, se abster da autonomia é ostentação. Ao se sujeitar a isto, o individuo entra em uma espécie de autoengano e acaba sabotando sua própria independência e autonomia.

A responsabilização pelas próprias atitudes é um processo longo e as vezes doloroso, é necessário para o desenvolvimento da maturidade não postergar a adolescência e assumir os próprios desejos.

Portanto, mãos a obra, tenha direcionamento pessoal e saiba lidar com os paradoxos da vida moderna.

Reforma trabalhista: O apoliticismo do trabalhador ou a ditadura velada?

Na última sexta feira (28) de abril de 2017, ocorreu um marco para a história do Brasil. Vários trabalhadores, pararam suas atividades nesta data, em manifesto contra a reforma trabalhista proposta pelo então presidente Golpista Michel Temer.
Dentre as modificações da Reforma, ela propõe uma jornada de até 12 Horas, com pausa de 30 min para o almoço. Um retrocesso que vem camuflado sob o nome de reforma.

Reforma, sinônimo de: reestruturação, regeneração, reorganização.

A mídia que até então deveria ser imparcial, publica e mostra aquilo que lhe convém. Os veículos de massa, que se dizem livres, possuem posição política. Publicam imagens de quebradeira, fogo, numa tentativa de desqualificar o movimento social. Ora, é natural a revolta, ao saber que seus direitos serão violados. Anormal é o povo se manter pacífico enquanto anos de luta são jogados por água abaixo.
Retomando ao título da postagem, a posição apolítica também é uma posição política. O apolítico é aquele que omite sua opinião. Toda ação possui uma intencionalidade, falar é uma ação, calar-se também. A diferença é que quem cala, não consente, apenas cobra, depois que as decisões foram tomadas isentando a sua participação política, dizendo: Não foi minha culpa, não votei em ninguém. 
O empresariado ao questionar ao trabalhador se ele é favor ou contra a reforma, o induz ao apoliticismo ou a mentira. As relações de poder, perpetuadas no âmbito empresarial-social, conduz o trabalhador a não implicar sua posição política.  Essa imposição do empresariado retrata uma ditadura velada, onde só é veiculado aquilo que uma das partes quer, no caso a parte que detém o poder.
O ser humano se tornou escravo de sua própria criação, o capital. O capital conduz as relações, ele impõe e reifica o que é mais humano, as formas de dominação e de poder.

Será o trabalhador apolítico? Ou ele vive em uma ditadura velada? o ser humano é capaz de não ter opinião de uma determinada coisa/situação? Sendo necessário para a vida humana, organizar as informações mentalmente para dar sentido as coisas.

As reformas deste ano me lembra o quadro do herói. Onde uma caveira retrata o herói. A pintura de uma maneira simbólica associaa ditadura a morte, a morte da cidadania, dos direitos, das conquistas sociais. Mesmo assim, por muitos tido como herói.
As reformas propostas pelo então presidente retratam tal pintura. Herói de poucos, herói de quem?