quinta-feira, 5 de outubro de 2017

O texto que falta.

Após protestos, Santander Cultural encerra exposição queer um mês antes - Jornal do Comércio (JCRS, UOL, 2017). Assim como a maioria dos últimos textos e pronunciamentos das pessoas nas redes sociais desde setembro, este esboço pode ser considerado como não-todo.


A onda conservadora que assola o Brasil desde o afastamento da Ex-presidente Dilma Rousseff, pode ser considerada como um dos maiores retrocessos da história do país. O estado democrático direito que avançava escassamente desde a década de 80, visando promover a equidade de acessos a educação, saúde e moradia causado pela desigualdade da estratificação social, teve sua interrupção a pouco mais de um ano. Se tornando apenas um estado parcial de direito.  

No mês de setembro, uma instituição financeira privada situada na região sul do país, teve sua amostra cancelada devido a manifestações conservadoras, acerca de seu conteúdo. O conteúdo queer, oriundo da sexualidade, provocou uma espécie de intolerância, estranhamento e uma percepção deformada acerca do real sentido da exposição.

Em textos piagetianos, poderia ser dito que tal estranhamento é fonte de um sistema operatório formal que não foi suficientemente desenvolvido. Nos textos pós piagetianos, as considerações se extrapolariam aos conceitos de pensamento reflexivo e pós formal. Entretanto, este texto não-todo, é um liame das teorias psicanalíticas e sociais.

Palavras como safadeza e perversão foram utilizadas por algumas pessoas, em seus discursos de intolerância. Citando Freud, em seus Três ensaios sobre a sexualidade, perverso é toda atividade sexual que é desviante da atividade sexual da reprodução. Esta perversão que a maioria dos discursos se referiram, foi alimentada até certo ponto por uma pulsão, a pulsão escópica. No século XXI a sexualidade ainda se configura como um tabu, remetendo-se sempre ao recalcado, aquilo que foi traumatizante.

Freud ao elucubrar sobre o complexo de édipo e castração, traz a cena a lei. O campo simbólico proposto por Lacan, que opera na subjetividade do S/ (Sujeito barrado), é marcado por interdições e proibições. Tais proibições fazem com que o sujeito busque as sublimar a pulsão em outros objetos. Entretanto, o sujeito deve ter condições sociais para sublimar sua libido.

O caos no contexto político brasileiro, causou grandes perdas para a população brasileira em geral. Com a falta de perspectiva de melhoria econômica e altos índices de desemprego, a falta do labor para sublimar a pulsão, provoca inconscientemente o retorno do recalcado. Com um campo simbólico com escassas alternativas para descarga da pulsão, a insuficiência da castração, da lei. A função do social é o de ratificar a castração e não o de promover o afrouxamento.

Entretanto como um texto não todo e com uma interlocução social, pode-se fazer uma analogia entre o sintoma do sujeito e sintoma social. Sendo o discurso da intolerância um sintoma social, estariam as pessoas provocando sintomas para não lidar com um todo complexo? Com um texto político, econômico e ético degradante?

Encerro minha escrita com uma crítica parcial, um sentimento de incompletude e um desejo de movimentar-me junto à população que acredita e manifesta por um estado democrático de direito.



terça-feira, 11 de julho de 2017

Pode a psicanálise contribuir para o ambiente do trabalho? Conjecturas sobre sua prática.



A psicanálise floresce em Viena com Sigmund Freud ao final do século XIX e início do século XX. O propósito inicial da psicanálise era tratar o adoecimento neurótico das histéricas. Um dos objetivos de seu criador, era que a psicanálise fosse reconhecida mundialmente. Enfim, os anos se passaram, o conhecimento foi difundido no mundo e outros psicanalistas renomados entraram em cena. Klein, Lacan, Winnicott, Stoller, Bion, dentre outros. Os objetivos de cada psicanálise proposta pelos autores eram diferentes, entretanto, todas falavam do inconsciente e da subjetividade humana.

Seria possível a psicanálise ser aplicada ao trabalho? Tal conjectura, é objeto de indagação deste esboço de artigo.

A administração científica tem seu início no século XX com Taylor. O engenheiro, dedicou seus estudos a controlar o trabalho humano dentro das fábricas. Para isto, utilizou de métodos de fragmentação do trabalho, cronometragem das atividades e relações hierarquizadas, sucateando a subjetividade humana. Utilizando-se da racionalização mecanismo de defesa proposto por Freud, Taylor criou a administração científica. 


No século XXI, as empresas são vistas como cérebros humanos. Onde a flexibilização, a multiplicidade de funções e a linguagem são imprescindíveis para o sucesso do negócio. Tal comparação com o cérebro humano é feito a partir das mudanças originárias da empresa sueca Volvo, que pretendo descrever seus processos de gestão em outro artigo. O século da informação existe, onde o conhecimento tácito é mais valorizado que o explícito, assim como um cérebro, os neurônios são de suma importância para transmissão de informações entre um dentrito e um neurônio. Porém, são as informações tácitas, cristalizadas, oriundas da inteligência que fazem a diferença no mundo dos negócios.
 
Neste sentido, para um fluxo contínuo de informações é necessária a interação humana. Enquanto algumas correntes da administração discorrem da importância da racionalidade no ambiente de trabalho, sem a subjetividade e a singularidade de cada sujeito não seria possível o desenvolvimento organizacional.

Para Freud o inconsciente funciona como um grande recipiente, num contínuo de energias, de fatos e eventos traumáticos recalcados. Ora, só se percebe uma barreira, quando ela falha. Através dos atos falhos, sonhos, chistes e sintomas. Seria a busca da racionalização exacerbada no ambiente de trabalho, uma forma de obter controle do recalcado? Será que os erros dos sujeitos dentro das organizações pode ser compreendido como uma maneira de aparecimento da subjetividade? Dentre tantas indagações, cabem metáforas e analogias.


Se Lacan considera o nó borromeano, composto por Real, Imaginário e Simbólico. Podemos pensar as organizações, dentro de um nó também. Sendo o simbólico a cultura organizacional, o imaginário as pessoas e o Real aquilo que é desconhecido, aquilo que tenta ser racionalizado, controlado, que estrutura os processos organizacionais. Tal empresa só sobrevive, porquê são ligadas libidinalmente por energia psiquícas, tomando como base o texto psicologia das massas e análise do eu, do Freud. As pessoas se ligam a líderes através da libido, a estrutura do Supereu é dissolvida e através da sugestão do líder realizam atos. Tal ação é atendida através da transferência.

Portanto, quando se pergunta a psicanálise pode ser utilizada dentro das organizações? A resposta é sim, e a pergunta é: a serviço de quem?


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Vida adulta: O desejo de ser tutelado e o autoengano.

O século XXI, trouxe o avanço tecnológico, a rapidez da informação e a implantação da Globalização. Com tais avanços novas profissões emergiram no cenário econômico, tais como: o coach, professional stylist, conselheiros amorosos, dentre outras.



Ter tal profissional ao seu lado, é sinônimo de status social. É característica de poder, pertencer a um grupo seleto da sociedade, onde se está por dentro da moda, das últimas novidades, afinal com o avanço da Informação não dá para ser o último a ficar por dentro do assunto e ser igual a todos né?

A população não se dá conta que não toma mais suas próprias decisões. A grosso modo, a sedução de tais serviços, está em fazer com o sujeito pense que ele tem controle de si, ao saber a hora certa de solicitar um mentoring ou um serviço supracitado. Porém ao fazer com que o outro tome as suas decisões, ele transfere sua responsabilidade para o outro.

O desejo da sociedade atual é de ser tutelado, assim como foi tutelado pelos pais na infância. Na era do transitório e do descartável, se abster da autonomia é ostentação. Ao se sujeitar a isto, o individuo entra em uma espécie de autoengano e acaba sabotando sua própria independência e autonomia.

A responsabilização pelas próprias atitudes é um processo longo e as vezes doloroso, é necessário para o desenvolvimento da maturidade não postergar a adolescência e assumir os próprios desejos.

Portanto, mãos a obra, tenha direcionamento pessoal e saiba lidar com os paradoxos da vida moderna.

Reforma trabalhista: O apoliticismo do trabalhador ou a ditadura velada?

Na última sexta feira (28) de abril de 2017, ocorreu um marco para a história do Brasil. Vários trabalhadores, pararam suas atividades nesta data, em manifesto contra a reforma trabalhista proposta pelo então presidente Golpista Michel Temer.
Dentre as modificações da Reforma, ela propõe uma jornada de até 12 Horas, com pausa de 30 min para o almoço. Um retrocesso que vem camuflado sob o nome de reforma.

Reforma, sinônimo de: reestruturação, regeneração, reorganização.

A mídia que até então deveria ser imparcial, publica e mostra aquilo que lhe convém. Os veículos de massa, que se dizem livres, possuem posição política. Publicam imagens de quebradeira, fogo, numa tentativa de desqualificar o movimento social. Ora, é natural a revolta, ao saber que seus direitos serão violados. Anormal é o povo se manter pacífico enquanto anos de luta são jogados por água abaixo.
Retomando ao título da postagem, a posição apolítica também é uma posição política. O apolítico é aquele que omite sua opinião. Toda ação possui uma intencionalidade, falar é uma ação, calar-se também. A diferença é que quem cala, não consente, apenas cobra, depois que as decisões foram tomadas isentando a sua participação política, dizendo: Não foi minha culpa, não votei em ninguém. 
O empresariado ao questionar ao trabalhador se ele é favor ou contra a reforma, o induz ao apoliticismo ou a mentira. As relações de poder, perpetuadas no âmbito empresarial-social, conduz o trabalhador a não implicar sua posição política.  Essa imposição do empresariado retrata uma ditadura velada, onde só é veiculado aquilo que uma das partes quer, no caso a parte que detém o poder.
O ser humano se tornou escravo de sua própria criação, o capital. O capital conduz as relações, ele impõe e reifica o que é mais humano, as formas de dominação e de poder.

Será o trabalhador apolítico? Ou ele vive em uma ditadura velada? o ser humano é capaz de não ter opinião de uma determinada coisa/situação? Sendo necessário para a vida humana, organizar as informações mentalmente para dar sentido as coisas.

As reformas deste ano me lembra o quadro do herói. Onde uma caveira retrata o herói. A pintura de uma maneira simbólica associaa ditadura a morte, a morte da cidadania, dos direitos, das conquistas sociais. Mesmo assim, por muitos tido como herói.
As reformas propostas pelo então presidente retratam tal pintura. Herói de poucos, herói de quem?



domingo, 26 de fevereiro de 2017

1 ano de amor

A o amor, como é difícil escrever sobre os sentimentos. Há um ano conheci uma pessoa que me aceita, da maneira que sou. Posso ser quem sou, fazer minhas piadas sem graça e, viver.
Ainda não acredito que lhe conheci por um aplicativo. Na tarde de ontem minha vontade era de gritar para os cantos de BH que te amava, mas, mesmo gritando percebi que não iria transmitir tudo que sinto por você.
A cada conquista sua, eu comemoro, Te ver sorrir, me faz sentir tão bem. Antes eu achava que sabia viver, mas neste ano, aprendi a mágica da vida e a dar valor a cada minuto dela. 
Que venham 2, 10, 20, 30, 50 anos contigo. Quero que saiba que sempre vou estar com você e, lhe apoiando em suas escolhas, que sou mais que um namorado, sou alguém em que você possa confiar, compartilhar suas felicidades, angustias e anseios.
Eu te amo.

From this moment, as long as I live
I will love you, I promise you this
There is nothing, I wouldn't giveFrom this moment, ohMy dreams came true, because of you.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O mito da amabilidade brasileira e o tratado da gratidão


Brasil, país do futebol, praias, mulheres, comidas, caipirinhas, povo alegre, feliz e dócil.



O conjunto de crenças descritas acima, traduzem a cultura que é compartilhada e reproduzida, através de práticas discursivas em todo o mundo. Do que é o Brasil e ser brasileiro. Acerca da objetificação da mulher, publicarei posteriormente um texto. Pois, o tema carece de ser discutido e explanado.

A matriz cultural brasileira, retrata um país extenso em sua territorialidade, com costumes diferentes. Fruto de seu processo de colonização de diferentes culturas. O mito que sempre existiu é de que o brasileiro é dócil.

A docilidade ecoada na voz de milhares habitantes do planeta, só pode ser da docilização dos corpos, no ambiente empresarial e penal, retratada por Folcault. 

Como pode um povo tão dócil, viver em guerras nas periferias? Como pode um povo tão dócil matar e assaltar generalizadamente em um Estado? Como pode um povo tão dócil desejar a morte de uma pessoa, por conta de um ódio implantado a um partido? Como pode um povo tão amável matar travestis todos os dias?

O mito implantado só tem uma função, manter a visão dos habitantes do país fechada. Por maiores que sejam as atrocidades que acontecem em território nacional, sempre haverá um ‘’porquê’’ agiu de determinada maneira em tal ato.


São Tomas de Aquino, ao publicar o tratado da gratidão, examina os aspectos lingüísticos presente na cultura. E o divide em três graus, sendo o último só encontrado na língua portuguesa.


O primeiro grau refere-se ao reconhecimento, (ut recognoscat), encontrado na língua inglesa, ‘’Thank You’’. O segundo refere-se a dar graças,  (ut gracias agat),  ‘’Merci’’ em francês, eu dou-lhe uma mercê, estou grato. ‘’Gracias’’ em espanhol, ‘’Gratze’’ em Italiano. E o terceiro nível é o do vínculo ‘’Obrigado’’ em português. Fico-vos obrigado, Fico obrigado perante vós.

Como um povo que se comunica através do vínculo, não constrói vínculos? Seria uma condição atual da pós modernidade e sua liquidez? Ou falta análise nos discursos cotidianos?

O tratado da gratidão parece não existir no Brasil, não somos gratos por sair do mapa da fome, não somos gratos por ter novas universidades, não somos gratos por toda revolução tecnológica que aconteceu neste país. Não somos amáveis e em gratos.



E você já estabeleceu vínculos hoje?

Obrigado Professor Jean Lauand, por publicar um artigo sobre o Tratado da Gratidão.
http://www.jeanlauand.com/AntonioNovoa.html

Caos no E.S.: Moral e ligação libidinal, uma (co) relação



Escrever sobre Psicanálise e Psicologia da Moral, é uma tarefa um tanto quanto ousada. Quiçá difícil. Nos últimos dias, uma série de roubos, violência e morte (até o presente momento 06/02/2017 - 52), acontece no estado do Espirito Santo.
Uma onde de violência aparentemente causada, pela greve dos policiais. Se uma categoria ou classe sindical realiza uma greve, é para reivindicação de direitos que não estão sendo cumpridos. Em toda greve, há uma perda de algum serviço/produto, que afeta um grupo específico, mas, por quê a greve dos policiais afetou todo o estado de uma maneira descomunal?

É a partir da relação das duas teorias, a primeira proposta por Sigmund Freud e a segunda por Lawrence Kohlberg, que esta publicação embasa sua crítica.

Freud, foi um homem para além de seu tempo, sua metapsicologia é ensinada há mais de 100 anos desde sua criação, nos cursos de Psicanálise e Psicologia. Em um de seus escritos intitulado: Psicologia das massas e análise do eu; Freud, propõe uma explicação para a união de pessoas do mesmo grupo. Segundo o autor, ligações libidinais entre pessoas de um determinado grupo, provocariam comportamentos denominados como coletivos, tais como a remoção do aparelho SuperEgo, encorajando os impulsos mais primitivos do ID, nas atitudes do grupo.

O caos que está acontecendo no Espirito Santo, pode ser explicado, através das ligações libidinais? Sim. A ligação entre os participantes que estão promovendo os ataques, estão de certa forma em consonância. 

O problema então é das ligações, ou da polícia que fez a greve?
Nem de um nem de outro. Todo ser humano terá ligação com algum sujeito, e a polícia está no Direito de requerer, seus reajustes salariais, que a pasmem, não ocorrem a 7 anos.

Mas, nas publicações do facebook, o maior peso, recai sobre os policiais. Contudo, não seria mais fácil a população, em sua coletividade requerer melhorias a equipe policial? Ou até mesmo não haver a necessidade de ter policiais as ruas? 

Há um embate moral estabelecido neste questionamento e, é com a ajuda de Kohlberg que a análise de tal enredo pode ser elucidado.

Segundo Kolhberg, há 3 níveis da moral em que cada indivíduo pode chegar, sendo a pré convencional, convencional e pós convencional. O nível mais primitivo é o pré-convencional, onde o sujeito está preocupado com as conseqüências de suas ações. Ele não age por medo do que possa acontecer com ele no futuro. Ele evita punições.




O sujeito não realiza suas ações por medo do policial, que assume a função de uma figura de autoridade. Com uma moral primitiva, fixada em sua infantilidade, não há o respeito com as normas sociais. Algo que pode ser evitado, com educação e um desenvolvimento sadio do ego.

Entretanto, estas foram as análises ao nível individual sujeito. Não podemos esquecer que apesar da individualidade de cada um, o ser humano, é um ser social, que se desenvolve em sociedade. Outros fatores interferem diretamente na causa de todo o caos, tais como: Educação, direito de todo ser humano, promulgado através da Constituição Federal. Direito a moradia: será que todos os envolvidos nos assaltos, possuem uma moradia? Gestão: Como profissionais ficam 7 anos realizando o labor, sem a correção salarial anual?

Todos os questionamentos realizados voltam para o Estado, instituição democrática, das quais, sua representação é eleita diretamente pelo povo. Precisamos falar sobre a política, afinal estamos em um Estado democrático de Direito?



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Dias de um futuro esquecido

No Brasil muito têm se discutido sobre o cenário político e econômico atual. A crise política, e a crise de confiança. A crise política que se instaurou nos últimos 02 anos, é o reflexo partidário da direita burguesa brasileira. Após a reeleição de Dilma Roussef, movimentos conservadores com apoio midiático, submergiram o Brasil ao caos. A desconfiança do Governo Dilma cresceu e junto o ódio ao PT.


O ódio no Brasil sempre foi selecionado, por raça, moradia, profissão, gênero, orientação sexual. Seria este ódio ao PT, reflexo de um povo com uma cultura escravocrata? Reflexo narcísico de um poder que denominarei como fluído?

Bem, as perguntas são muitas, as respostas pelo contrário, são poucas. Fazendo um recorte do título do blog ao conteúdo da postagem, me pergunto se as condições políticas atuais, são simplesmente obras do Acaso. Ou se o acaso foi propiciado a acontecer.

Alguns acontecimentos atuais do Brasil, são idênticos a fatos passados. Votos sendo comprados em jantares, pessoas pedindo intervenção militar, Impeachment. Parece que o acaso esta atrelado a repetição, sendo a repetição um retorno do recalcado, qual é o verdadeiro Mal Estar do Brasil?

Jantar no Congresso Nacional 2016.

Jantar burguês Séc XIX



Retomando ao primeiro parágrafo desta publicação, o ódio é seletivo, desde que o voto largou de ser um instrumento democrático, para se tornar um instrumento narcísico, onde só se vota em quem se representa. Há complicações políticas. Na década de 80 no final da ditadura militar, a sociedade se uniu, e estavam dispostas a lutar por um bem comum, atualmente os grupos sociais se dissiparam e lutam por causas próprias, sem levar em consideração a maioria. Apesar do voto representativo, não se representa grande parte da sociedade, por quê?

Ninguém pensa no futuro e sim no agora, em evitar que conquistas sociais sejam dilaceradas, o futuro já está esquecido, o que resta é preservar o passado, resistir no presente, para tentar garantir um futuro.

A primeira vez, a gente nunca esquece.

Como é difícil explanar minhas ideias frente a uma tela de computador. A criação deste blog, aconteceu após várias reflexões acerca, do fazer, ou não fazer. Nunca fui de escrever, muito menos de falar. Mas, após tanto tempo absorvendo conteúdo, é hora de dizer meu ponto de vista, e quem sabe, largar de ser uma cópia para me tornar Original, pois como já dizia Carl Gustav Yung: ''Todos nós nascemos originais e morremos cópias''.




Apesar das dificuldades diárias, pretendo fazer deste espaço, um lugar para refletir sobre fatos do cotidiano, sobre minhas hestórias e fases da vida.

Pois bem, sejam bem vindos ao meu mundo.