segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Caos no E.S.: Moral e ligação libidinal, uma (co) relação



Escrever sobre Psicanálise e Psicologia da Moral, é uma tarefa um tanto quanto ousada. Quiçá difícil. Nos últimos dias, uma série de roubos, violência e morte (até o presente momento 06/02/2017 - 52), acontece no estado do Espirito Santo.
Uma onde de violência aparentemente causada, pela greve dos policiais. Se uma categoria ou classe sindical realiza uma greve, é para reivindicação de direitos que não estão sendo cumpridos. Em toda greve, há uma perda de algum serviço/produto, que afeta um grupo específico, mas, por quê a greve dos policiais afetou todo o estado de uma maneira descomunal?

É a partir da relação das duas teorias, a primeira proposta por Sigmund Freud e a segunda por Lawrence Kohlberg, que esta publicação embasa sua crítica.

Freud, foi um homem para além de seu tempo, sua metapsicologia é ensinada há mais de 100 anos desde sua criação, nos cursos de Psicanálise e Psicologia. Em um de seus escritos intitulado: Psicologia das massas e análise do eu; Freud, propõe uma explicação para a união de pessoas do mesmo grupo. Segundo o autor, ligações libidinais entre pessoas de um determinado grupo, provocariam comportamentos denominados como coletivos, tais como a remoção do aparelho SuperEgo, encorajando os impulsos mais primitivos do ID, nas atitudes do grupo.

O caos que está acontecendo no Espirito Santo, pode ser explicado, através das ligações libidinais? Sim. A ligação entre os participantes que estão promovendo os ataques, estão de certa forma em consonância. 

O problema então é das ligações, ou da polícia que fez a greve?
Nem de um nem de outro. Todo ser humano terá ligação com algum sujeito, e a polícia está no Direito de requerer, seus reajustes salariais, que a pasmem, não ocorrem a 7 anos.

Mas, nas publicações do facebook, o maior peso, recai sobre os policiais. Contudo, não seria mais fácil a população, em sua coletividade requerer melhorias a equipe policial? Ou até mesmo não haver a necessidade de ter policiais as ruas? 

Há um embate moral estabelecido neste questionamento e, é com a ajuda de Kohlberg que a análise de tal enredo pode ser elucidado.

Segundo Kolhberg, há 3 níveis da moral em que cada indivíduo pode chegar, sendo a pré convencional, convencional e pós convencional. O nível mais primitivo é o pré-convencional, onde o sujeito está preocupado com as conseqüências de suas ações. Ele não age por medo do que possa acontecer com ele no futuro. Ele evita punições.




O sujeito não realiza suas ações por medo do policial, que assume a função de uma figura de autoridade. Com uma moral primitiva, fixada em sua infantilidade, não há o respeito com as normas sociais. Algo que pode ser evitado, com educação e um desenvolvimento sadio do ego.

Entretanto, estas foram as análises ao nível individual sujeito. Não podemos esquecer que apesar da individualidade de cada um, o ser humano, é um ser social, que se desenvolve em sociedade. Outros fatores interferem diretamente na causa de todo o caos, tais como: Educação, direito de todo ser humano, promulgado através da Constituição Federal. Direito a moradia: será que todos os envolvidos nos assaltos, possuem uma moradia? Gestão: Como profissionais ficam 7 anos realizando o labor, sem a correção salarial anual?

Todos os questionamentos realizados voltam para o Estado, instituição democrática, das quais, sua representação é eleita diretamente pelo povo. Precisamos falar sobre a política, afinal estamos em um Estado democrático de Direito?



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