Escrever
sobre Psicanálise e Psicologia da Moral, é uma tarefa um tanto quanto ousada.
Quiçá difícil. Nos últimos dias, uma série de roubos, violência e morte (até o
presente momento 06/02/2017 - 52), acontece no estado do Espirito Santo.
Uma onde
de violência aparentemente causada, pela greve dos
policiais. Se uma categoria ou classe sindical realiza uma greve, é para
reivindicação de direitos que não estão sendo cumpridos. Em toda greve, há uma
perda de algum serviço/produto, que afeta um grupo específico, mas, por quê a greve
dos policiais afetou todo o estado de uma maneira descomunal?
É a
partir da relação das duas teorias, a primeira proposta por Sigmund Freud e a
segunda por Lawrence Kohlberg, que esta publicação embasa sua crítica.
Freud,
foi um homem para além de seu tempo, sua metapsicologia é ensinada há mais de
100 anos desde sua criação, nos cursos de Psicanálise e Psicologia. Em um de
seus escritos intitulado: Psicologia das massas e análise do eu; Freud, propõe
uma explicação para a união de pessoas do mesmo grupo. Segundo o autor,
ligações libidinais entre pessoas de um determinado grupo, provocariam
comportamentos denominados como coletivos, tais como a remoção do aparelho
SuperEgo, encorajando os impulsos mais primitivos do ID, nas atitudes do grupo.
O caos
que está acontecendo no Espirito Santo, pode ser explicado, através das
ligações libidinais? Sim. A ligação entre os participantes que estão promovendo
os ataques, estão de certa forma em consonância.
O
problema então é das ligações, ou da polícia que fez a greve?
Nem de um
nem de outro. Todo ser humano terá ligação com algum sujeito, e a polícia está
no Direito de requerer, seus reajustes salariais, que a pasmem, não ocorrem a 7
anos.
Mas, nas publicações do facebook, o maior peso, recai sobre os policiais.
Contudo, não seria mais fácil a população, em sua coletividade requerer
melhorias a equipe policial? Ou até mesmo não haver a necessidade de ter
policiais as ruas?
Há um embate moral estabelecido neste questionamento e, é com a ajuda de
Kohlberg que a análise de tal enredo pode ser elucidado.
Segundo Kolhberg, há 3 níveis da moral em que cada indivíduo pode
chegar, sendo a pré convencional, convencional e pós convencional. O nível mais
primitivo é o pré-convencional, onde o sujeito está preocupado com as
conseqüências de suas ações. Ele não age por medo do que possa acontecer com
ele no futuro. Ele evita punições.
O sujeito não realiza suas ações por medo do policial, que assume a
função de uma figura de autoridade. Com uma moral primitiva, fixada em sua
infantilidade, não há o respeito com as normas sociais. Algo que pode ser
evitado, com educação e um desenvolvimento sadio do ego.
Entretanto, estas foram as análises ao nível individual sujeito. Não
podemos esquecer que apesar da individualidade de cada um, o ser humano, é um
ser social, que se desenvolve em sociedade. Outros fatores interferem
diretamente na causa de todo o caos, tais como: Educação, direito de todo ser
humano, promulgado através da Constituição Federal. Direito a moradia: será que
todos os envolvidos nos assaltos, possuem uma moradia? Gestão: Como
profissionais ficam 7 anos realizando o labor, sem a correção salarial anual?
Todos os questionamentos realizados voltam para o Estado, instituição
democrática, das quais, sua representação é eleita diretamente pelo povo.
Precisamos falar sobre a política, afinal estamos em um Estado democrático de Direito?



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