Brasil, país do futebol, praias, mulheres, comidas, caipirinhas, povo alegre, feliz e dócil.
O conjunto de crenças descritas acima, traduzem a
cultura que é compartilhada e reproduzida, através de práticas discursivas em
todo o mundo. Do que é o Brasil e ser brasileiro. Acerca da objetificação da
mulher, publicarei posteriormente um texto. Pois, o tema carece de ser
discutido e explanado.
A matriz cultural brasileira, retrata um país extenso em sua territorialidade, com costumes diferentes. Fruto de seu processo de colonização de diferentes culturas. O mito que sempre existiu é de que o brasileiro é dócil.
A matriz cultural brasileira, retrata um país extenso em sua territorialidade, com costumes diferentes. Fruto de seu processo de colonização de diferentes culturas. O mito que sempre existiu é de que o brasileiro é dócil.
A docilidade ecoada na voz de milhares habitantes do planeta, só pode
ser da docilização dos corpos, no ambiente empresarial e penal, retratada por
Folcault.
Como pode um povo tão dócil, viver em guerras nas periferias? Como pode
um povo tão dócil matar e assaltar generalizadamente em um Estado? Como pode um
povo tão dócil desejar a morte de uma pessoa, por conta de um ódio implantado a
um partido? Como pode um povo tão amável matar travestis todos os dias?
O mito implantado só tem uma função, manter a visão dos habitantes do
país fechada. Por maiores que sejam as atrocidades que acontecem em território
nacional, sempre haverá um ‘’porquê’’ agiu de determinada maneira em tal ato.
São Tomas de Aquino, ao publicar o tratado da gratidão, examina os
aspectos lingüísticos presente na cultura. E o divide em três graus, sendo o
último só encontrado na língua portuguesa.
O primeiro grau refere-se ao reconhecimento, (ut recognoscat),
encontrado na língua inglesa, ‘’Thank You’’. O segundo refere-se a dar
graças, (ut gracias agat), ‘’Merci’’ em francês, eu
dou-lhe uma mercê, estou grato. ‘’Gracias’’ em espanhol, ‘’Gratze’’ em
Italiano. E o terceiro nível é o do vínculo ‘’Obrigado’’ em português. Fico-vos
obrigado, Fico obrigado perante vós.
Como um povo que se comunica através do vínculo, não constrói vínculos?
Seria uma condição atual da pós modernidade e sua liquidez? Ou falta análise
nos discursos cotidianos?
O tratado da gratidão parece não existir no Brasil, não somos gratos por
sair do mapa da fome, não somos gratos por ter novas universidades, não somos
gratos por toda revolução tecnológica que aconteceu neste país. Não somos
amáveis e em gratos.
E você já estabeleceu vínculos hoje?
Obrigado Professor Jean Lauand, por publicar um artigo sobre o Tratado da Gratidão.
http://www.jeanlauand.com/AntonioNovoa.html


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